6 dicas para escolher o melhor regime tributário para sua empresa

6 dicas para escolher o melhor regime tributário para sua empresa

Muitos fatores influenciam para que um regime tributário seja considerado a melhor opção. Por isso, ao escolhê-lo não se deve levar em consideração apenas as alíquotas, mas, sim, as atividades empresariais, créditos utilizáveis etc. Isso porque uma decisão errada pode elevar as despesas e acarretar sérios processos fiscais evitáveis — portanto, é preciso analisar com cautela!

Neste post você conferirá os principais critérios que devem ser considerados na hora de escolher o melhor regime tributário para sua empresa. Então, acompanhe o nosso material!

1. Considere todas as possibilidades

Nem sempre as empresas podem optar por qualquer regime tributário, em algumas situações o lucro real será obrigatório e em outras não será permitido o simples nacional. Assim, não importa quais são os tipos admitidos por uma determinada organização, todas as possibilidades devem ser analisadas e consideradas, a não ser que exista alguma atividade impeditiva.

2. Analise a margem de lucro

No momento de apurar os impostos, a liquidez do negócio poderá ser mais importante que o faturamento. Atividades de serviços têm alíquota de 32% no lucro presumido, assim empresas com lucratividade de apenas 20% têm mais vantagem ao optar pelo lucro real.

As empresas de varejo têm uma taxa de 8% de rendimento, e como geralmente a margem do comércio é maior que esse valor, o enquadramento no lucro presumido é mais interessante.

3. Avalie a faixa de faturamento bruto

Em alguns casos escolher o simples nacional não é uma boa ideia, ainda que ele tenha alíquotas reduzidas e seja menos burocrático, elas são progressivas. No lucro real e presumido as porcentagens são fixas e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e o Imposto de Renda sobre a Pessoa Jurídica (IRPJ) são aplicados considerando as margens de rendimento e não a receita bruta. Dessa forma, escolher um regime mais burocrático, especialmente na prestação de serviços, pode ser a melhor opção.

Ademais, outras condições podem interferir na escolha, principalmente para prestadores de serviços. Os percentuais aplicados nos municípios são semelhantes aos fixos do Simples Nacional. Nesse caso, deve ser avaliado o montante dos demais impostos ou o resultado de acordo com o nível de faturamento bruto.

4. Considere os créditos tributários

Na hora de escolher entre o lucro real e o presumido, a possibilidade de utilização de créditos tributários obtidos com a Contribuição ao Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e o Programa de Integração Social (PIS) pode ser o grande diferencial. 

O principal critério avaliado é a margem de rendimento, ou seja, se a liquidez e a presunção forem iguais ou próximas, o lucro real será a melhor opção, pois o valor desses impostos será reduzido.

5. Leve em conta a carga burocrática

Com uma baixa margem de rendimento a tendência é optar pelo regime de lucro real. Porém, a diferença da liquidez obtida e a considerada no ganho presumido pode não ser tão determinante assim dependendo da atividade da empresa e a margem de rendimento.

No entanto, as obrigações acessórias do lucro real são em maior número e pode exigir, ao menos, um funcionário a mais e maiores honorários contábeis. Assim, deve-se levar em consideração as possíveis despesas indiretas. Pois é necessário verificar se há uma economia real ou apenas troca de custos com aumento de burocracia.

6. Considere a desoneração da folha de pagamento

O desconto sobre a folha de pagamento — em cima do faturamento bruto — varia entre 1,5% e 4,5%. A migração para outro regime pode ser mais cara caso a empresa não seja beneficiada pela faixa de faturamento do simples nacional.

É essencial observar em qual porcentagem o negócio se enquadra na lei de desoneração da folha de pagamento e lembrar que, após o primeiro pagamento da tributação, não é possível modificar até o fim do exercício.

Escolher o melhor regime tributário é muito importante para garantir maior facilidade, economia e segurança para sua empresa. Não se esqueça de rever, ao final de cada exercício, se o enquadramento foi interessante ou se é necessário optar por outro modelo.

Com essas dicas fica simples adotar o modelo mais adequado e beneficiar o seu negócio. Para receber mais conteúdos como este, assine a nossa newsletter e fique por dentro das novidades! Até mais!

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